25.5.17

pensar em voz alta

Quando você está ao lado do teu amor, você pode pensar em voz alta?





Sem medo de represálias?

24.5.17

pensem

Eu quero que vocês pensem, mas vocês parecem desperdiçar as possibilidades de reflexão séria que lhes proponho. Vocês acham que estou apenas brincando quando levanto estas questões, quase sempre de forma bem-humorada. Quando eu lhes digo para que reflitam seriamente sobre as coisas mais importantes da sua vida — que são o Amor e a Liberdade — vocês acham que estou ficando louco. Vocês riem de mim... Dizem que os meus livros não prestam e que eu nem sou deste mundo. Acham até que inventei essa história da Vó Vitalina, do Paritosh Keval e Filosofia na USP. Mas eu não desisto! E todo dia, assim que me levanto, eu me acordo pela segunda vez. Depois, tomo um café com Deus, coloco a mão no ombro Dele, e lhe digo:
— Pai, essas pessoas não sabem o que dizem nem o que fazem... Perderam a consciência, mataram a Lógica e vivem dormindo. Perdoe essas pobres criaturas...
E acorde-as, por Amor!

23.5.17

luta por um reino

Escolha bem as batalhas, porque às vezes, na luta por uma vila, perde-se um reino.

22.5.17

dois caminhos

A vida tem dois caminhos:


Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece a regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete.
Vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais.
Comerciante das próprias emoções — já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...


Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
ultrapassa os limites que sufocam,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.



Qual é o teu caminho?

21.5.17

20.5.17

ovulo bom

Você gostaria que o teu filho nascesse de um óvulo meio torto invadido por um espermatozoide fortão, mas meio maluco e já quase vencido?

Ou seria melhor tomar um pouco mais de cuidado?

19.5.17

juras de amor

O que destrói a vida de muita gente não é fazer juras de amor. É querer cumpri-las.

18.5.17

olimpo

Tenho vontade de reunir esses deliciosos loucos e loucas, esses santos e santas que eu amo e amei, essas deusas e musas que já conheci e outras que ainda vou conhecer, convidá-los a subir num barco, enorme — um navio, transatlântico — levá-los todos para uma ilha luminosa, deserta e grega, e viver com eles para o resto das nossas vidas. Em liberdade absoluta. Falando todas as línguas, amando de todas as formas livres, bebendo de todos os vinhos, rezando a todos os deuses... A vida será uma festa interminável! Viveremos dançando todas as danças, ouvindo todas as músicas, escrevendo belíssimas poesias de amor, plantando flores e colhendo estrelas, tomando sol, sorrindo e gargalhando. E transando com a própria Vida — todo dia, o dia todo.

17.5.17

barco no vento

Ainda que o vento continue o mesmo, o barco pode muito bem mudar seu rumo.

Depende muito da qualidade da vela e da competência do barqueiro.

16.5.17

tres tipos

Eu quero que você mantenha três tipos apenas de relacionamentos:

1.
Os que te dão prazer e alegria;
2.
Os que são necessários à tua sobrevivência;
3.
Aqueles que te trazem alguma sabedoria ou estimulam a criatividade.

E que todos os demais sejam considerados dispensáveis. Extremamente dispensáveis!

Afinal, se um determinado relacionamento não dá prazer nem alegria; não é necessário à nossa sobrevivência, e não traz sabedoria nem nos estimula a criatividade — mantê-lo pra quê?!

15.5.17

presente de amor

Embrulhe a liberdade num papel brilhante, faça um pacotinho bem bonito, junte algumas flores e estrelas — e dê como presente ao teu Amor.

14.5.17

o poema bendito

Para expressar o que hoje ao teu lado senti
tem que ser a palavra que ainda não há.

Tem que ser o gesto amoroso
que ainda não feito,
e o poema bendito que eu nunca escrevi.

12.5.17

toda paixao amorosa

Toda paixão amorosa é belíssima. Apaixonar-se é sempre uma delícia. Não fosse assim, pouca gente se apaixonaria. Mas precisamos acabar com esse mito horroroso, insustentável, de que a paixão dói... Paixões nunca são dolorosas. O que pode doer, e eventualmente até machucar de verdade, é a não satisfação das expectativas (ingênuas, excessivas ou até maldosas) que se montam, indevidamente, em cima das paixões. Eu só entendo uma paixão como algo de mão única, sem cláusulas condicionantes. Apaixonar-se esperando retorno vira apenas um negócio. Como outro qualquer. Só que um pouquinho mais sórdido...

10.5.17

memoria

A memória de um Amor brilhante é melhor do que o risco de vê-lo morto, estrebuchando no meio da relação. Portanto, respeitem o seu próprio coração: Separem-se no pico!

9.5.17

eu e o vento

Aprendi a voar vários tipos de voos, para toda ocasião. Depois que tomei o verdadeiro gosto pela coisa, logo na minha primeira infância, rastejar se tornou impossível. Voo muito, mas pouso às vezes, também — é claro. E tenho o poder de pousar onde quero, desde que o lugar, ele mesmo, não se esquive. A hora do pouso e quanto vai durar — sou eu quem decide. Se fosse diferente, nada mais faria sentido na minha vida. Aliás, nunca perderei a capacidade de levantar voo, na direção que quiser, e pelo tempo que pretender. Sou eu que determino as condições do meu voo. Não abro mão dessa prerrogativa. Meu contrato é com o vento. Só. Informal.

7.5.17

6.5.17

gostosa doutora

Exigir de uma gostosa que ela tenha diploma na Sorbonne, é tão absurdo quanto exigir de uma doutora na Sorbonne que também seja gostosa. Cada coisa em seu lugar. Não falamos com o corpo, nem transamos com o diploma. A vida é uma festa. Cada um fala o que sabe, dá o que pode, e traz o que tem. O importante é participar.

Veja que o foco da questão é o verbo EXIGIR. Não podemos exigir que alguém seja outra coisa além daquilo que já é. Considero isso uma violência abominável. Claro que se a doutora da Sorbonne for uma gostosa, ou vice-versa, melhor ainda. Mas estas qualidades complementares não podem ser exigidas! Só as exige quem não conhece a Lei das Probabilidades. Só as exige quem não respeita o Outro como um ser completo — e complexo. Querer que uma determinada gostosa estude na Sorbonne também é válido. Aliás, recomendável. Porém, isso deve ser feito em forma de ajuda sincera, e não apenas de crítica.

5.5.17

alma louca

Se algum dia minha alma ficar mais acomodada do que louca, serei o primeiro a deixar de me amar.

4.5.17

3.5.17

raiva sabia

Ódio é coisa de opressor. O que falta ao oprimido é a raiva sábia. Com ciência e amor.

2.5.17

viver x morrer

Chocolates e algemas

Ela me queria muito e me queria todo e me queria sempre — mas não me queria livre. Dizia me amar, e acho que era sincera. Mas dava-me algemas de presente todo dia. Chocolates e algemas. Algemas de ouro forradas com veludo azul. Vivia me dizendo que eu era a razão da vida dela, e que "morreria se um dia me perdesse". Portanto, para manter a dignidade, só me restou abrir meu peito e deixar-lhe um bilhete, um dolorido bilhete azul e rasgado na mesa da sala.

— Meu amor, se eu tiver que não viver para que você não morra, então existe entre nós uma contradição insuperável. Lamento muito: pode comprar o teu caixão e encomendar teu funeral. O máximo que posso fazer, religiosamente, todo dia 2 de novembro, será depositar algumas flores — amarelas — no teu túmulo.

Jamais te esquecerei,
Adeus.

1.5.17

desapego e coragem

As moedas que compram a Liberdade são duas: Desapego e Coragem.

Quantas você tem?

29.4.17

adotar

Adotar uma criança abandonada é um ato de amor mais digno do que ter um filho.

28.4.17

familia

Minha louca e poética visão do mundo — entusiasmada e racional — decorre também do fato de eu ser solteiro e não ter filhos. Isto, é claro, me dá uma enorme mobilidade existencial, que me permite viver aventuras maravilhosas e abraçar a Liberdade o dia inteiro. Entretanto, devo dizer que, embora não seja o melhor lugar para se fazer amor — a família é o melhor lugar para se criarem os filhos. E o fundamental é que se tenha, na família, uma atmosfera de liberdade, de compreensão amorosa e de respeito absoluto pela individualidade do outro. Pela personalidade do outro. Se a tua for assim, parabéns!

Ainda é madrugada, e os passarinhos nem começaram a cantar. E eu fico aqui pensando que devo mexer no texto acima para acrescentar duas ou três coisas. Que no seio da família devem existir, por exemplo, algumas atividades intelectuais, como xadrez e discussões filosóficas, além de exercícios de criação artística, tais como música, dança, teatro e pintura. E os filhos devem ser educados em duas ou três línguas diferentes. Isto é indispensável. Porque usar a família apenas como local de comer, beber e dormir deixa o processo todo muito animalesco...

27.4.17

glorias

Eu nunca terceirizo as minhas glórias — nem os meus fracassos.

Assumo todos.

26.4.17

coracao inexplicavel

Meu coração é mesmo uma coisa inexplicável. Ele tem vida própria. Ele me leva, com amor e delícia, para lugares que eu nunca imaginei. Só me resta segui-lo, encantado, como se fosse meu único mestre.

25.4.17

convencimento

Como forma de convencimento ou estratégia de embate, a violência física, quando excessiva ou desnecessária, é completamente reprovável. Exceto se for em defesa da Vida, do Amor e do Bem.

24.4.17

folego

DO QUE EU PRECISO

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu supunha indispensável. Depois, as coisas que me pareciam muito importantes cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava "muito importante" no porta-malas de um conversível preto — e saí pelo mundo. Andei, rodei, tomei sol e chuva, ar e vento, tomei vinho consagrado, brisas e tormentas, tomei fôlego, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que hoje, cheio de amor e pleno de mim, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que agora me descobrem.

22.4.17

passaro surpreso

Há dias em que é preciso que eu te perca inteiramente. É preciso que eu siga o que me pede o coração apaixonado — e o que suplica um novo grande amor aos pés da nova cama. Tua imagem, minha flor, fumaça escandalosa desprendida de si mesma, some em meio à volúpia da minha próxima lembrança. Então, te esqueço — carinhosamente. Mas, de repente, num voo alado de pássaro surpreso, entro em mim pra te buscar. Se te encontro, a busca me alucina intensamente, e se me encanto, ao contrário, é meu verbo que engravida o teu espanto.

20.4.17

ponto de vista

Tudo que eu digo é sempre a partir do meu ponto de vista. Portanto, se eu disser algo com o que você não concorda, não é preciso nem necessário brigar comigo. Brigue apenas com meu ponto de vista.

19.4.17

trapezista

Eu adoro ser um trapezista nesse circo escandaloso em que a vida se transforma. Às vezes estou na corda bamba, às vezes faço papel de palhaço, às vezes rio dos outros palhaços. Tem dias que rio de mim mesmo, e tem dias que enfrento feras e metáforas. Mas vivo sempre lá em cima, trapezista da minha própria existência, bailarino da minha própria esperança. Quase sempre mando que até retirem as redes de proteção para que o risco seja maior que o riso, para que os saltos sejam mais altos e profundos, para que a aventura seja mais emocionante e mais perfeita. E se um dia eu voar de encontro ao chão, isso não terá importância alguma, porque viverei também a emoção da própria queda. Em nome da vertigem toda queda tem poesia. Quem cai por amor à vida, cai sempre para cima.

18.4.17

sapo

Se o teu príncipe por acaso virou sapo, nada de amar o sapo. Procure outro príncipe!

17.4.17

mae atomica

QUEM NÃO AMA A SUA PRÓPRIA MÃE NÃO AMA A SUA PRÓPRIA ORIGEM.

A razão talvez seja porque, de certo modo, foi levado a perder as suas bases amorosas mais diretas. Perdeu sua mais importante referência primordial. Perdeu seu principal elemento fundador das emoções. Deslocou-se, psicologicamente. Desligou-se da Fonte. É grave. Se for o teu caso — espero que não seja — não adianta dar um maravilhoso presente de natal à sua mãe. Não adianta forjar um acordo, não adianta mentir pra Deus. Recomendo terapia. Mas nem sempre a terapia resolve, pois depende muito do estágio a que o distúrbio chegou. E quando eu falo em terapia quero dizer psicanálise. Remédios químicos só atacam os efeitos, só mascaram soluções...



Não adianta procurar sobre isso na internet ou nos livros de psicologia: é uma teoria arriscada, ousada, mas exclusivamente minha. Só tem no livro Manual da Separação. Esta teoria é cientificamente fundamentada em Freud (que deve ter se baseado em Nietzsche, etc.). Bom ressaltar que eu aqui não me refiro a eventuais castigos de Deus ou bobagens do gênero. É só o inconsciente fazendo estragos. Ou corrigindo as coisas...

16.4.17

domingo de mae

Certas teorias da Física são fantásticas. Por exemplo: Quanto maior for um Buraco Negro, menor ele tem que ser. E para que fique gigantesco, tem que se tornar minúsculo. Eis uma contradição aparente, pois, neste caso — como em muitos outros — o texto não explica o contexto. A teoria dos buracos negros segue, rigorosamente, uma das leis da Física, e as relações entre texto e contexto devem ser analisadas no campo da Linguística. Ainda não sei aonde quero chegar quando escrevo sobre isso nesta ensolarada manhã de domingo. Talvez eu tente fazer uma analogia com as declarações de amor. Com as sentenças formais declaratórias de um sentimento chamado amor. Acontece que já são 11h34, e eu quero agora ouvir as deliciosas badaladas da minha sina. Logo depois vou falar com minha Mãe, como faço todos os domingos.

15.4.17

solidao

Para que seja uma delícia — a Solidão tem que ser alimentada com Amor e Alegria.

14.4.17

o coracao do teu amor

O coração do teu amor tem que ser livre, para que nele pulse o sangue do imaginário e da fantasia. O coração do teu amor em que ser livre, para que nele difundam-se as cores e as delícias da paixão descontrolada. O coração do teu amor tem que ser livre, porque, senão, estrangula-se o Amor, estraçalha-se a Beleza, e morre o Espontâneo. E desaparece então qualquer possibilidade de Prazer. O coração do teu Amor tem que ser livre — simplesmente.

13.4.17

hoje

Nessa minha busca, nessa minha incansável e eterna busca de caminhos, eu acabo às vezes me afastando de você. E esse espaço, essa distância — esse vazio — é como uma navalha cortando a emoção... A emoção não deve ser cortada, eu sei. Mas, que se há de fazer? Eu quero apenas abraçar a metade do infinito.

Acontece que essa busca incansável de caminhos é uma das mais nobres e louváveis tentativas de aprimoramento pessoal. Significa refinar, cada vez mais, meu sentimento de amor-próprio. O contrário disso chama-se acomodação. Ou, até mesmo, desleixo. Talvez covardia...

12.4.17

emocao sem controle

A emoção sem controle é um defeito neuro-químico de quem está em vias de sofrer uma derrota.