20.6.12

equilibrio emocional

"Os momentos mais apropriados para tomarmos decisões importantes a respeito da nossa vida, do nosso amor, do nosso trabalho, da nossa família e do nosso futuro — são aqueles em que estamos com bastante raiva, com muito ódio no coração, e numa extrema situação de stress emocional".

Não creio que exista hoje, na face da Terra, um ser humano sequer (saudável) que concorde com a frase acima. Entretanto, é exatamente em situações similares (de raiva, stress ou ódio) que as pessoas comuns se acham mais capazes de emitir julgamentos, e decidir sobre a própria vida. E às vezes não apenas sobre a própria vida, mas também sobre a vida de terceiros. Tais pessoas desestabilizam-se emocionalmente — primeiro — para só depois tomar as decisões sobre o que fazer. São tão tortas que parecem supor que o desequilíbrio as endireita... Mal sabem elas que o equilíbrio emocional é a segunda coisa mais importante num processo de tomada de decisões. Eu disse "segunda coisa mais importante" porque a primeira, fundamental, é a capacidade de raciocinar com lógica, e querer (realmente) que as decisões sejam inteligentes e racionais — para que os resultados possam ser igualmente racionais e inteligentes. Aliás, a irracionalidade nunca vai gerar resultados racionais. Exceto por acaso.

Esse tema não vai caber aqui. Terei que expandi-lo de algum modo. Posso adiantar que, basicamente, todo grande mestre, quer seja ele zen ou não, prega o controle dos estados de espírito como a sua maior conquista como ser humano. Mas, entre as pessoas comuns, o desequilíbrio emocional parece ser algo tão corriqueiro quanto abominável. Explosões emocionais (contidas ou violentas, tanto faz) levam o corpo a uma desgastante produção de hormônios que suportem, fisiologicamente, manifestações de ódio, medo, vergonha, ciúme ou desespero, quase sempre causadas por julgamentos imperfeitos realizados por um cérebro não polido. Energias enormes são assim desperdiçadas ao longo da vida. Energias que poderiam ser canalizadas para outras operações, seguramente mais saudáveis.

Entretanto, outra coisa extremamente grave pode acontecer nesse processo. Depois de errar tanto e pedir tantas desculpas (ou suprimi-las gerando um acúmulo de culpas), o cérebro vai se sentir um completo incapaz. Um incompetente. E vai diminuir, biologicamente, sua capacidade operacional. Não vai conseguir gerir com máxima eficiência o próprio corpo a que pertence. As funções vitais ficarão comprometidas. A respiração, o metabolismo, o batimento cardíaco, a produção de endorfinas, o funcionamento glandular, etc. O corpo passa a adoecer com mais facilidade e com maior frequência. Porque não só as sinapses se desestabilizam, mas toda a estrutura biológica do infeliz que erra muito.

Essa minha tese ainda não está finalizada. Pretendo refiná-la nos próximos dias. Ainda não decidi se a levo mais para o lado da psicologia ou da neurolinguística. Veremos. Não tenho pressa.

6 comentários:

Edson Marques disse...

Acabei de escrever esse texto, mas ainda o estou revisando. Ao lado do segundo copo de café, ouvindo aus e passarinhos cantando.

http://mude.blogspot.com.br/2012/06/equilibrio-emocional.html

É a vida...

Anna *-* disse...

Eu não coloquei sequer o nome do autor, onde viu "Clarice"? Gostei de facto bastante do texto, é lindo e muito inspirador.

Francisco Dalsenter disse...

As pessoas que mais se fodem na vida são aquelas que são cavalgadas pelas emoções, e as que mais são felizes são aquelas que sabem canalizar essas emoções para construir grandes obras e serem realmente feliz!

Qualquer decisão tomada às pressas pode acabar com a vida de muitas pessoas, incluindo filhos, esposas, famílias.

Portanto o dia em que não estivermos nos sentindo bem com alguém, que possamos ter a coragem e dignidade de se despedir e depois disso pular para o grande mar da nossa alma.

Do contrário matamos a nós mesmos, porque o que nos define é aquilo que fazemos quando ninguém está vendo...

Abraço poeta!
Francisco Dalsenter
http://muitomaisquesonhos.zip.net/

Edson Marques disse...

Atualizando. Revisando.

VIDA E LIBERDADE disse...

Adorei o tema...Gosto disso, porque existem pessoas que levadas pelas emoções, às vezes se prejudicam ,em compensação outras....que se deixam levar pela raiva ,acabam prejudicando outros...

Devemos nos manter equilibrados em todas as situações...(como você disse) pensar muito antes de tomar qualquer decisão...ponderar os pensamentos e as palavras que conseguirão resolver os problemas com coerência ,controle e assumindo toda e qualquer atitude não pensada antes...

Gostarei muito de ler mais sobre o assunto, depois que você revisar...

Me interessa muito, só assim poderei também orientar as pessoas que me pedem ajuda...

Obrigada luz!!!!

Beijos!

Lisa

Marize disse...

Obrigada querido. bom ler isso. acho que meu cerébro está se sentindo um completo incompetente. há terrenos, onde me escapa a lógica, ainda que nunca a raiva.