14.9.08

pico 2

O que proponho pode parecer um absurdo, mas é assim que penso, realmente. A lembrança de um grande Amor é infinitamente melhor que o risco de vê-lo morto em meio ao tédio. Portanto, separem-se no pico.


O amor imortal é aquele que deixamos no pico.


Essa questão do Pico do Amor, e da melhor forma de deixá-lo — ou não — é bastante complexa. Mas acho que uma boa solução (racional) é aquela dos alpinistas: Chegando lá no alto, no pico do K2, fincam uma bandeirinha, curtem seus momentos de glória, entram em transe... e descem para abrir possibilidades de uma nova conquista.
Depois, vão ao Everest, etc.
Pode até ser que um dia voltem ao K2, quem sabe.
Mas, se ficarem lá para o resto da Vida — perde a graça...
Perde completamente a graça!
Eu acho.
Mas cada um é cada outro...

2 comentários:

Edson Marques disse...

Claro que, se você chegou lá em cima, e se amarrou num poste, arranjou filhos, abriu conta conjunta no Bradesco, ficou ciumento, e pediu carnê na Casa Bahia — esqueça!

sonia kahawach disse...

No seu conceito amor imortal é quase impossível. Quem se atreve a deixar o pico quando o que está em jogo é o amor?
Sua segunda colocação acima, é a morte do amor que então deixa de ser colorido e se torna só o costume.